Agosto de 2020

LEIS INSTITUCIONAIS (Dt 16,18-18,22)

Olá irmãs e irmãos!

Estamos no mês de agosto e, como de costume, continuamos a nossa reflexão sobre o Deuteronômio. Agora é a vez de darmos uma olhadinha nas leis institucionais que estão no segundo bloco do livro.

Neste tempo de pandemia, no qual a polarização política é intensificada, conhecer as instituições do Povo de Israel pode nos ajudar a viver a nossa política de forma coerente.

Sem rodeios, vamos falar sobre essas quatro instituições que o Deuteronômio regulariza: os juízes, os reis, os sacerdotes levitas e os profetas.

Os juízes (Dt 16,18 – 17,13)

Diz Dt 16,18, que serão estabelecidos juízes em cada cidade que o povo de Israel receber do Senhor Deus. O juiz tem como função cuidar de todo aparato jurídico e julgar o povo de forma justa, e para isso ele não deve perverter o direito, fazer acepção de pessoas, nem aceitar suborno (Dt 16,19).

A idolatria é algo a ser combatido pelo juiz (Dt 16,21–17,7): ele deve investigar cuidadosamente cada caso e ouvir o depoimento de duas ou três testemunhas. Caso a idolatria seja constatada, o juiz deve executar a sentença com a participação das testemunhas e do povo. Vale lembrar que idolatria não significa apenas adorar imagens, mas sim, colocar qualquer coisa no lugar de Deus. Quando excluímos Deus de nossas vidas, esse espaço é preenchido com a injustiça, com a exploração do próximo, ou com nosso egoísmo, fechamento, ou com tantas outras coisas.

Por fim, se a causa for difícil demais para ser julgada, a lei prevê que haja um judiciário central, que verificará o caso e tomará uma posição que deve ser acatada pelo juiz (Dt 17,8-9).

Os reis (Dt 17,14-20)

O rei é instituído pelo desejo do povo, porém, é o Senhor que o escolhe (vv. 14-15). Sua função é ler, estudar e praticar a Lei. Para que o rei não se levante acima do povo, ele deverá ser um irmão de poucas posses, não dado às riquezas, ao luxo e ter a Lei “na ponta da língua” (vv. 15-19). Diferente do entendimento de rei que temos hoje, no livro do Deuteronômio, ele não tem direitos, somente deveres para com o Senhor Deus e seu povo. A recompensa do bom rei é a longa descendência (v. 20)

Os sacerdotes levitas (Dt 18,1-8)

Escolhidos pelo Senhor-Deus, os levitas são a tribo sacerdotal de Israel. Têm como função estar a serviço do nome do Senhor (v. 5), cuidar do culto, guardar, interpretar e transmitir a Palavra de Deus. Os levitas não têm direito a herança ou a terras e são sustentados pelas ofertas e sacrifícios feitos pelo povo. O próprio Senhor é sua herança (v. 2)

Os profetas (Dt 18,9-22)

O Senhor sabe do perigo da idolatria que seu povo pode sofrer quando encontra outras nações (vv. 9-14). Contra esse mal, o Senhor olha para o povo eleito, e entre os irmãos, suscita o profeta, que tem como função ser a “boca” de Deus. O profeta proclama a vontade de Deus, anunciando a esperança, denunciando as injustiças e consolando.

O texto alerta sobre os falsos profetas, aqueles que falam em nome do Senhor para satisfazer suas próprias vontades. Os falsos profetas são identificados quando a palavra que sai de sua boca não se cumpre (vv. 21-22), por isso, o povo de Israel não deve teme-los.

Pausa para refletir

Com os pés no presente e com o entendimento adquirido ao fazer a leitura das leis institucionais do livro do Deuteronômio, podemos refletir:

1) Como são os nossos juízes e governadores? Eles são como irmãos que cuidam da sociedade?

2) Nos dias de hoje, Deus suscita profetas? Você conhece algum? Ouvimos a Palavra de Deus que sai da boca dos profetas nos dias de hoje?

Carlos Eduardo de Vasconcelos

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