Maio de 2020

PRIMEIRO DISCURSO DE MOISÉS (Dt 1,1–4,40)

Olá amigos e amigas!!!

Maio chegou!!! Com ele entramos em um dos meses mais bonitos do ano. Começamos com o dia do trabalhador, mês das noivas, mês do outono… mês encantado e cantado por muitos. Recordamos Maria, sob o título de Fátima; homenageamos nossas mães que sempre nos orientam e exortam no bom caminho da vida. Almir Sater nos apresenta este mês com muita delicadeza:

 Azul do céu brilhou / E o mês de maio, enfim chegou / Olhos vão se abrir, pra tanta cor / É mês de maio, a vida tem seu esplendor / A luz do sol entrou / Pela janela e convidou / Pra tarde tão bela, e sem calor / É mês de maio, saio e vou ver o sol se pôr / Horizonte, de aquarela, que ninguém jamais pintou / E um enxame, de estrelas, diz que o dia terminou…”

Dando sequência ao nosso estudo do Livro de Deuteronômio, vamos, a partir desse mês, aprofundar o prólogo e o Primeiro Discurso de Moisés (Dt 1,1–4,40).

O prólogo (vv. 1-5), depois do título: “estas são as palavras que Moisés dirigiu a todo Israel, no outro lado do Jordão”, nos oferece diversas indicações de lugar e tempo. Essas indicações têm como finalidade conectar o livro de Dt com Nm. A falta de ordem lógica dos diferentes dados que aí se tem, sugerem que foram acrescentados por diversas mãos, em diversos momentos.

O Primeiro Discurso de Moisés está dividido em duas partes: 1,6-3,17 e 4,1-40. A primeira é uma retrospectiva “histórica”, que narra os acontecimentos mais importantes da caminhada do povo no deserto: a designação de juízes para ajudar Moisés na condução do povo; a desobediência dos israelitas em Cardes; a passagem pelas terras dos edomitas, moabitas e amonitas; as vitórias sobre Seon e Og, que eram reis cananeus (o primeiro era rei de Moab e Madiã e o segundo, rei amorrita de Basã); a conquista de seus territórios e a distribuição desses territórios para as tribos de Rúben, Gad e parte para a tribo de Manassés.

Na segunda parte (4,1-40), o tom do discurso muda completamente. Moisés, aqui, exorta o povo a observar a Lei. Em Dt 4,1-8, Moisés apresenta a Lei como fonte de vida. Ele também recorda a experiência vivida no Horeb, em Dt 4,9-14, para que o povo não a esqueça. O autor ressalta que naquela experiência divina não se viu figura alguma, por isso foi prescrita a proibição de fabricar e de ter imagens no culto( Dt, 4,15-20). Encontra-se, em Dt 4,21-24, uma nova advertência de Moisés dirigida ao povo para que continue fiel à Aliança. Essa advertência tem como pano de fundo a infidelidade do povo, que o conduziu ao exílio, como podemos perceber em Dt 4,23-31. Pode parecer um anacronismo apresentar as consequências da infidelidade do povo e a experiência exílica no Pentateuco, ou melhor, no Deuteronômio, mas não podemos esquecer que esses livros foram escrito nesse período do exílio da Babilônia e objetiva exortar às novas gerações que reconstruirão o Templo e Jerusalém a não serem infiéis como seus antepassados. Por fim, nos vv. 32-40, temos o arremate do discurso, ponderando como Deus atuou em favor de Israel, impulsionando o povo a ser fiel aos preceitos e mandamentos que Moisés, em nome de Deus, prescreveu.

 Pausa para refletir

  1. Como uma mãe orienta seus filhos, Moisés orientou e aconselhou o povo na entrada da Terra Prometida. E nós valorizamos as orientações que nos são dadas por Deus ou pelas pessoas que Ele coloca em nosso caminho, para um maior crescimento em nosso itinerário espiritual?
  2. Por que é necessário sempre recordar a presença de Deus em nossa vida?
  3. Os mandamentos que Deus nos dá são para nos favorecer a verdadeira liberdade. Por quê?

                     Eliani Aparecida Araujo Costa e Frei Inácio José Tadeu Rodrigues Martins