ARTIGOS

“Mídia: rede de comunicação, comunhão e cooperação”

Joana T. Puntel

É o tema da 1ª mensagem do papa Bento XVI para o dia mundial das comunicações, que se celebra no domingo da Ascensão, neste ano, no dia 28 de maio.

Relembrando o quadragésimo aniversário do Vaticano II e citando, várias vezes, o último documento sobre a comunicação, a carta Apostólica de João Paulo II, O Rápido desenvolvimento , Bento XVI reconhece o poder dos mídia na influência da sociedade humana e, por isso, lembra que é preciso “usufruir do melhor modo possível de tais potencialidades, em benefício da humanidade inteira”.

Após discorrer sobre os progressos tecnológicos dos meios de comunicação, “permitindo a comunicação imediata e direta entre as pessoas”, o Papa lembra também que, na rapidez da comunicação, esta nem sempre contribui para criar colaboração, comunhão na sociedade. Não se trata de uma visão negativa da Igreja sobre a comunicação, mas de uma análise sobre a cultura midiática, na sociedade de hoje.

Portanto, diz Bento XVI, é preciso “iluminar as consciências dos indivíduos e ajudá-los a desenvolver o próprio pensamento”, o que “não é uma tarefa fácil”. Mas lembra o pontífice que “a comunicação autêntica deve basear-se na coragem e na decisão”. Idéias claras, determinação, responsabilidade para “não contentar-se com verdades parciais” são aspectos essenciais evidenciados na mensagem.

Para que a mídia seja uma presença construtiva na sociedade, Bento XVI realça a importância de três aspectos, citados por João Paulo II no O Rápido Desenvolvimento : formação, participação e diálogo (n.11). Trata-se da formação para o uso responsável e crítico da mídia; como serviço público, é necessário que a comunicação social possua um espírito de cooperação e co-responsabilidade; a comunicação deve, também, promover o diálogo “através do intercâmbio de cultura, a expressão de solidariedade e a adesão à paz.

Dentro destes parâmetros, os mídias serão, sem dúvida, uma rede de comunicação, comunhão e cooperação.