NOS CAMINHOS DA COMUNICAÇÃO

SEPAC celebra o 54º.  Dia Mundial das Comunicações Sociais de forma digital

Para preparar a celebração do Dia Mundial das Comunicações, a equipe do SEPAC realizou uma Live, no dia cinco de maio, com o objetivo de refletir sobre a mensagem do Papa Francisco para o 54º. Dia Mundial das Comunicações Sociais – 2020 : “Para que possas contar e fixar na memória” (Ex10,2) A vida se faz história”. O evento foi transmitido pelo Facebook do SEPAC – Sepacpaulinas1 – e pelo Instagran @sepac.paulinas, onde está disponível e também no Youtube https://www.youtube.com/watch?v=HakQ_RrsTug&feature=youtu.be

Nessa Live as Irmãs Paulinas, Joana Puntel e Helena Corazza recordaram a origem e objetivos do Dia Mundial das Comunicações Sociais recomendado pelo Decreto Inter Mirifica do Concílio Vaticano II no – n. 18. É neste Decreto que a Igreja reconhece sua missão pelos meios de comunicação, como apostolado. Conforme o decreto este dia é “dedicado a ensinar, refletir, a rezar e recolher fundos para os apostolado da comunicação”, para isso, o Papa envia uma mensagem a cada ano. O tema é anunciado em Setembro do ano anterior e a mensagem completa é publicada no dia 24 de janeiro, São Francisco de Sales, padroeiro dos jornalistas. Já são 54 mensagens sobre o tema. O Dia Mundial das Comunicações começou a ser celebrado em 1967 com o Papa Paulo VI. A primeira mensagem tem este título: “Meios de comunicação a serviço da comunidade humana”. No mundo inteiro, este dia é celebrado na Solenidade da Ascensão do Senhor.

As reflexões versaram sobre a mensagem do Papa Francisco para essa Jornada das Comunicações que fala das narrativas – tecer histórias – “O homem é um ente narrador. Desde pequenos, temos fome de histórias, como a temos de alimento. Sejam elas em forma de fábula, romance, filme, canção, ou simples notícia, influenciam a nossa vida, mesmo sem termos consciência disso”, diz a mensagem.

Enquanto o Papa recomenda contar histórias, reavivar a memória, a menção também  de que nem todas as histórias são boas: “Quantas histórias nos narcotizam, convencendo-nos de que, para ser felizes, precisamos continuamente ter, possuir, consumir”, daí a necessidade do olhar crítico frente às produções que vemos nas diferentes mídias e plataformas digitais. Irmã Joana afirma que enquanto desfrutamos de todo bem que podemos assimilar das narrativas boas de informação, conhecimento, cultura, possibilidade de intercâmbio e diálogo, é preciso cultivar o senso crítico no sentido de saber distinguir quanta violência, falsidade e consumismos exagerados nos envolvem. Daí a necessidade de refletir sobre que tipo de história estamos ajudando a construir na sociedade, com narrativas que solidificam os laços humanos, da boa convivência, da verdade, do respeito e não da intriga e até por vezes, do ódio.

O Papa também destaca que a principal história é aquela que Deus escreveu, narrada na Sagrada Escritura, uma história de amor tecida pelo Criador, por isso, “a Bíblia é a grande história de amor entre Deus e a humanidade”. E esta história se renova em Jesus de Nazaré que soube contar histórias por meio de Parábolas e de tantos recursos de linguagem para o entendimento das pessoas do seu tempo.

Quando se fala em contar histórias, a maioria de nós, também professores, comunicadores, dizemos: mas eu não sei contar histórias. Na comunicação contamos histórias o tempo todo. As notícias são relatos da vida, da sociedade, de uma pessoa ou grupo. A literatura conta muitas histórias, o Rádio já contou muitas histórias que hoje estão na TV com as novelas, os filmes vistos no cinema ou no computador, no celular. Nas histórias há um narrador que é observador.

O papa Francisco diz, em sua mensagem: “Em cada grande história, entra em jogo a nossa história […] Nunca é inútil narrar a Deus a nossa história: ainda que permaneça inalterada a crônica dos fatos, mudam o sentido e a perspectiva. Contar a nossa história ao Senhor é entrar no seu olhar de amor compassivo por nós e pelos outros. A Ele podemos narrar as histórias que vivemos, levar as pessoas, confiar situações. Com Ele, podemos recompor o tecido da vida, cosendo as rupturas e os rasgões. Quanto nós, todos, precisamos disso!

Em suas considerações, Ir. Helena afirma: “Contar a nossa história não é fazer publicidade de si mesmo, mas fazer memória do que somos aos olhos de Deus. Testemunhar o que o Espírito escreve nos corações. Para que vendo nossas boas obras, glorifiquem o Pai que está nos céus”.

As irmãs interagiram com as pessoas que acompanharam. Muitos agradeceram a reflexão clara, profunda e simples.

No final, algumas sugestões de como celebrar o Dia Mundial das Comunicações:

  • Tornar conhecida a mensagem do Papa Francisco para esta ocasião por diversas formas, como palestras, programas de rádio, redes sociais.
  • Rezar pela comunicação e pelos comunicadores
  • Contar histórias da vida realizações da Pascom e tantas outras
  • Rodas de conversa. Compartilhe esta história que hoje compartilhamos aqui.
  • Fazer uma programação local pelo FB ou outra forma online.

A importância de reconhecer, parabenizar e agradecer pela missão e trabalho dos comunicadores.