Novembro de 2017

Uma comunidade a serviço: 1Ts 5,12-20

Passo a passo, mês a mês, lá vamos nós, percorrendo, contemplando, refletindo sobre a carta de Paulo aos tessalonicenses. Procurando olhar, sem pressa, com sabor, esta carta de Paulo, a primeira, dentre todas que viriam.

Vivemos a intensidade da alegria de Paulo expressa por meio das ações de graça. Com os tessalonicenses experimentamos esse seu entusiasmo justificado na aceitação, pela comunidade, do Evangelho na adesão a Cristo – com a , que se manifestou no amor fraterno e, pela coragem diante das tribulações, com a esperança na vinda do Senhor. Ouvimos de Paulo que essa esperança não deveria ser alimentada na expectativa da data dessa vinda, porém no desejo de estarem sempre prontos para o encontro com o Senhor.

Mas Paulo vai além e nos exorta sobre a convivência, sobre o viver em comunidade Com o texto 1Ts 5,11-22, Paulo pede vigilância. Ele pede que a comunidade reflita sobre o momento em que vivem, sobre a atuação de cada cristão na comunidade. Um texto que coloca em destaque a vida interna da comunidade cristã.

Dirigindo-se aos tessalonicenses, Paulo orienta as primeiras comunidades como atuarem. Uma exortação importante é dividir as tarefas. Não há que se pensar numa responsabilidade total e exclusiva, de seus membros. É importante dividir tarefas, multiplicar agentes evangelizadores. O reunir-se em Igreja pede que os cristãos se coloquem a serviço uns dos outros. Prontos para fazer ouvir a voz do Espírito (5,12).

Paulo reconhece que não é uma tarefa fácil. E para quem já exaltou o amor fraterno da comunidade, nada mais natural do que chamar a atenção para que esse amor seja praticado exaustivamente com para aqueles que se colocam a serviço.

Inicia, dessa forma, levando em conta o relacionamento com os líderes (12-13). Pede respeito e consideração por aqueles que se comprometeram com a comunidade. Não como um culto à liderança, mas com um reconhecimento pleno e leal pelo serviço prestado em nome do Senhor Jesus.

Prossegue abordando com o relacionamento entre os fiéis (14-15). Com um olhar para o clima geral da Igreja. Um olhar para o futuro. Menos para corrigir e mais para enfatizar. Mais do que sugerir um clima de concordância, pede que haja solicitude recíproca, compreensão, paciência. Um estender de mãos, um oferecimento de ajuda. Veja: Paulo pede responsabilidade dos irmãos. Todos são responsáveis e não apenas o líder. Cada cristão é guardião de seu irmão.

Acima de tudo, porém, está o relacionamento com Deus (16-18).

A procura do bem não deve ficar limitada aos membros da Igreja, mas aberta a todos. Sempre, sem cessar, em qualquer situação que vivam, pede que rezem e deem graças. Renova um apelo à alegria para que ela não diminua, mesmo passado o primeiro momento de entusiasmo. E que haja uma experiência contínua de oração e agradecimento.

Por fim, chama a atenção para as experiências carismáticas (19-22). Estar aberto às manifestações do Espírito sempre traz fermento do novo e do imprevisível. A palavra viva do apóstolo que convoca os fiéis para uma fidelidade concreta e atual. Estar atento: saber distinguir; se distanciem de atitudes superficiais e adesão imprudente. É preciso cuidado, cautela, avaliação para afastar-se do que é mau fazer o que é bom.

Sugestões:

  1. Como você percebe a relação entre o poder e as lideranças religiosas?
  2. Como estamos nos relacionando com nossas lideranças?
  3. Leia Mt 5,38-48. E reflita: como está nosso relacionamento com nossos irmãos e irmãs em Cristo? Estamos respondendo à nossa responsabilidade como batizados?
  4. Como está nosso relacionamento com Deus? Há espaço em nós para vivermos a alegria e graça de sermos seus filhos?